quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Please, please, please, let me get what I want
It's these cards and the movies and the pop songs, they're to blame for all lies and the heartache, everything. People buy cards 'cause they can't say how they feel, or they're afraid to. We provide the service that lets them off the hook.People should be able to say how they feel - how they really feel - not, you know, some words that some strangers put in their mouths. Tom, 500 Days of Summer
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
"Life isn't like in the movies. Life... is much harder."
Alfredo: Living here day by day, you think it's the center of the world. You believe nothing will ever change. Then you leave: a year, two years. When you come back, everything's changed. The thread's broken. What you came to find isn't there. What was yours is gone. You have to go away for a long time... many years... before you can come back and find your people. The land where you were born. But now, no. It's not possible. Right now you're blinder than I am.
domingo, 31 de outubro de 2010
fifteen minutes with you
Fifteen minutes with you
Oh, people said that you were virtually dead
And they were so wrong
Fifteen minutes with you
Oh, well, I wouldn't say no
Oh, people said that you were easily led
And they were half-right
(...)
Fifteen minutes with you
Oh, I wouldn't say no
Oh, people see no worth in you
Oh, but I do.
Patti Smith - Privilege (Set me free)
Give me something.
Give me something to give.
Oh, god, give me something:
A reason to live.
My body is aching.
Don't want sympathy.
Come on. Come and love me.
Come on. Set me free.
Set me free.
The lord is my shepherd. I shall not want.
He maketh me to lie down in green pastures.
He leadeth me beside the still waters.
He restoreth my soul.
He leadeth me through the path of righteousness for his name's sake.
Yea, though I walk through the valley of the shadow of death,
I will fear no evil, for thou art with me.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
The Psychology of Pleasure
Pleasure, for man, is not a luxury, but a profound psychological need.
Pleasure (in the widest sense of the term) is a metaphysical concomitant of life, the reward and consequence of successful action—just as pain is the insignia of failure, destruction, death.
Through the state of enjoyment, man experiences the value of life, the sense that life is worth living, worth struggling to maintain. In order to live, man must act to achieve values. Pleasure or enjoyment is at once an emotional payment for successful action and an incentive to continue acting.
Further, because of the metaphysical meaning of pleasure to man, the state of enjoyment gives him a direct experience of his own efficacy, of his competence to deal with the facts of reality, to achieve his values, to live. Implicitly contained in the experience of pleasure is the feeling: “I am in control of my existence”—just as implicitly contained in the experience of pain is the feeling: “I am helpless.” As pleasure emotionally entails a sense of efficacy, so pain emotionally entails a sense of impotence.
Thus, in letting man experience, in his own person, the sense that life is a value and that he is a value, pleasure serves as the emotional fuel of man’s existence. Just as the pleasure-pain mechanism of man’s body works as a barometer of health or injury, so the pleasure-pain mechanism of his consciousness works on the same principle, acting as a barometer of what is for him or against him, what is beneficial to his life or inimical. But man is a being of volitional consciousness, he has no innate ideas, no automatic or infallible knowledge of what his survival depends on. He must choose the values that are to guide his actions and set his goals. His emotional mechanism will work according to the kind of values he chooses. It is his values that determine what a man feels to be for him or against him; it is his values that determine what a man seeks for pleasure.
If a man makes an error in his choice of values, his emotional mechanism will not correct him: it has no will of its own. If a man’s values are such that he desires things which, in fact and in reality, lead to his destruction, his emotional mechanism will not save him, but will, instead, urge him on toward destruction: he will have set it in reverse, against himself and against the facts of reality, against his own life. Man’s emotional mechanism is like an electronic computer: man hasthe power to program it, but no power to change its nature—so that if he sets the wrong programming, he will not be able to escape the fact that the most self-destructive desires will have, for him, the emotional intensity and urgency of lifesaving actions. He has, of course, the power to change the programming—but only by changing his values.
A man’s basic values reflect his conscious or subconscious view of himself and of existence. They are the expression of (a) the degree and nature of his self-esteem or lack of it, and (b) the extent to which he regards the universe as open to his understanding and action or closed—i.e., the extent to which he holds a benevolent or malevolent view of existence.
Thus, the things which a man seeks for pleasure or enjoyment are profoundly revealing psychologically; they are the index of his character and soul. (By “soul,” I mean: a man’s consciousness and his basic motivating values.) There are, broadly, five (interconnected) areas that allow man to experience the enjoyment of life: productive work, human relationships, recreation, art, sex.
The Psychology of Pleasure
by Nathaniel Branden
in Ayn Rand – THE VIRTUE OF SELFISHNESS
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
sábado, 23 de outubro de 2010
we used to wait
Now our lives are changing fast
Now our lives are changing fast
Hope that something pure can last
Hope that something pure can last
It seems strange
How we used to wait for letters to arrive
But what's stranger still
Is how something so small can keep you alive
We used to wait
We used to waste hours just walking around
We used to wait
All those wasted lives in the wilderness downtown
oooo we used to wait
oooo we used to wait
oooo we used to wait
Sometimes it never came
Não há Tempo
Os compromissos aceleram o tempo e os interesses tão aguardados estancam-me o calendário. A canseira da responsabilidade regular, quando desagradável, não me pede permissão para fazer sucumbir horas, angustiar a minha dose de sossego diária…Horas daquelas…prefiro queimá-las e não pensar em nada; olhar para o tecto é mais compensador que ouvi-los falar. Não vou marcar hora, não vou chegar atrasada, nem antes da hora porque a hora não existe, foi marcada por alguém; vou chegar.
Posso controlar o tempo porque sei que não há tempo, há sucessão de acções e inacções que consomem mais ou menos energia, que são vividas com maior ou menor entusiasmo e depois, existem longos intervalos de ansiedade que tardam a ver chegar a parte boa, a que se quer e que, por sua vez, quando vem, revela-se veloz e fugitiva. O tempo é doloroso porque impõem a ilusão de uma indesmentível perda daquilo que já foi, obrigação de gula no presente e tédio pela incerteza do sucesso correspondido no futuro. O tempo é doloroso porque se traz leveza pensar na chegada dos bons momentos, esse pensamento retarda o passar de cada minuto e pode tornar o anseio mais frustrado ou mais fortalecido, lembra-nos também que se nos tornamos servos da agenda laboral e ordinária, isso consumirá a margem de manobra dos nossos afazeres, embora nos livre mais depressa do seu peso e nos faça chegar ao tal bom momento que teria tardado mais se tivesse o pensamento fixo nele permanentemente.
Posso controlar o tempo porque sei que não há tempo, há sucessão de acções e inacções que consomem mais ou menos energia, que são vividas com maior ou menor entusiasmo e depois, existem longos intervalos de ansiedade que tardam a ver chegar a parte boa, a que se quer e que, por sua vez, quando vem, revela-se veloz e fugitiva. O tempo é doloroso porque impõem a ilusão de uma indesmentível perda daquilo que já foi, obrigação de gula no presente e tédio pela incerteza do sucesso correspondido no futuro. O tempo é doloroso porque se traz leveza pensar na chegada dos bons momentos, esse pensamento retarda o passar de cada minuto e pode tornar o anseio mais frustrado ou mais fortalecido, lembra-nos também que se nos tornamos servos da agenda laboral e ordinária, isso consumirá a margem de manobra dos nossos afazeres, embora nos livre mais depressa do seu peso e nos faça chegar ao tal bom momento que teria tardado mais se tivesse o pensamento fixo nele permanentemente.
______________________,,________________________,,______________________
Não quero incluir o tempo no meu esquema.
Não quero pensar nas cousas como presentes; quero pensar nelas
como cousas.
Não quero separá-las de si-próprias, tratando-as por presentes.
Eu nem por reais as devia tratar.
Eu não as devia tratar por nada.
Eu devia vê-las, apenas vê-las;
Vê-las até não poder pensar nelas,
Vê-las sem tempo, nem espaço,
Ver podendo dispensar tudo menos o que se vê.
É esta a ciência de ver, que não é nenhuma.
Não quero pensar nas cousas como presentes; quero pensar nelas
como cousas.
Não quero separá-las de si-próprias, tratando-as por presentes.
Eu nem por reais as devia tratar.
Eu não as devia tratar por nada.
Eu devia vê-las, apenas vê-las;
Vê-las até não poder pensar nelas,
Vê-las sem tempo, nem espaço,
Ver podendo dispensar tudo menos o que se vê.
É esta a ciência de ver, que não é nenhuma.
Alberto Caeiro
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Denúncias Intemporais
56. Os tesouros da Igreja, dos quais o papa tira e distribui as indulgências, não são bastante mencionadas e nem suficientemente conhecidos na Igreja de Cristo.

66. Os tesouros das indulgências, porém, são as redes com que hoje se apanham as riquezas dos homens.
67. As indulgências apregoadas pelos seus vendedores com a mais sublime graça decerto assim são considerados porque lhes trazem grandes proventos.
71. Aquele, porém, que se insurgir contra as palavras insolentes e arrogantes dos apregoadores de indulgências, seja abençoado.
86. Ainda: Porque o papa, cuja fortuna hoje é a mais principesca do que a de qualquer Credo, não prefere edificar a catedral de São Pedro do seu próprio bolso em vez de o fazer com o dinheiro de fiéis pobres ?
95. E assim esperem mais entrar no reino dos céus através de muitas tribulações do que facilitados diante de consolações infundadas.
Martinho Lutero, 95 Teses Contra as Indulgências.
Nada mau para 1517...

Martinho Lutero in Largo do Rato, 2010
domingo, 17 de outubro de 2010
Neil Diamond - Girl, You'll Be A Woman Soon (1972)
I love you so much, can't count all the ways
I'd die for you girl, and all they can say is
"He's not your kind"
They never get tired of puttin' me down
And I never know when I come around
What I'm gonna find
Don't let them make up your mind
Don't you know
Girl, you'll be a woman soon
Please come take my hand
Girl, you'll be a woman soon
Soon you'll need a man
sábado, 16 de outubro de 2010
No dia da entrega da Pen Drive
terça-feira, 12 de outubro de 2010
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Perpétua Regeneração
Afinal era a mentira, uma tal etapa da vida em que rejeitaríamos definitivamente o contacto com as entidades desejadas que nos desiludem. Não nos desiludem, algumas...desencontram-se com os nossos desígnios pela obra do acaso, às vezes, e inocentes. Andamos à mercê das oscilações entre o pico da empatia/correspondência e o extremo da indiferença e da negligência cortante e, sendo assim, caminhamos na intermitência de períodos de nojo a que se sucedem, incrivelmente, imediatos e sinceros períodos de encantamento absoluto, cego e renovado, através de um mecanismo de formatação da memória pessoal que apaga registos da experiência. Porque a experiência é a torre que se eleva alicerçada em impressões dos factores externos não esclarecidos, desgostos do ego, acções irreflectidas e efeitos perversos sem intenção do sujeito que os perpetrou, lapsos de memória e interpretações unilaterais que induzem em arrogância solitária e no sucumbir das esperanças.
(Isto amanhã pode ser mentira. Ando só a especular ao sabor dos ventos, e das tempestades)
domingo, 10 de outubro de 2010
Hábitos e Segurança
Detesto ter hábitos. Habitualmente, é agir assim porque há uma força viciada que nos incute a fazer dessa forma e não de outra porque já tentámos daquela uma vez e resultou, foi uma boa sensação, não corremos riscos e confirmámos que por ali sentíamos certa segurança.
A segurança, essa também, uma aliada ameaçadora, pois cria uma dependência bem recebida pelo agente da acção mas no fundo oculta o seu sentido de amarra, incerta e até fictícia, que se mostra um bom recurso que vai subornando e corrompendo a liberdade. Tenho vindo a notar que hábitos e a noção de segurança andam de braço dado, para o bem e para o mal. Não gosto de hábitos, não gosto de ser convencida e manipulada pela pressão da necessidade de segurança porque nada é certo e é bem melhor ser surpreendida ao colher pela aleatoriedade lógica efeitos das causas que vou semeando. Levar com o resultado das minhas combinação de acções pensadas ou não, e de escolhas necessárias, arrependidas ou não.
Não gosto de hábitos nem da supremacia da segurança que teima em escolher a direcção sem eu ter força e tempo de escolher. E porque não gosto de hábitos e da sensação de ser orientada pela segurança vaga (toda ela é vaga)? Porque tenho plena consciência da sua persistência quando na verdade nem sempre paro para notar que está lá...
É genial demais atingir a barreira da descompressão em que não seremos mais cativos da regra diária, da recompensa previsível, da presença pontual, da troca mútua, da suposta protecção sinceramente infalível e de confiança.
O pior do hábito é ser geralmente alicerçado num mito e quando nos predispomos a encarar o mito como tal, cai por terra a vã segurança e emancipa-se o desconforto diante das horas empenhadas nos hábitos, repetidos em dias, semanas e meses...Antes acordar cedo para a necessidade da desconfiança que embora mal encarada como isolada e pessimista, leva de avanço a experiência amarga que não se abre a embelezamentos que abrir novas oportunidades à cínica da segurança e à força do hábito, traidora que queima as minhas horas.
Whiskeytown - Sit and Listen to the Rain
O aguardado som da chuva enquadra agora: reorientação laboral, desorientação social, memória repetitiva, alguma carência de estímulos e surpresas, motivação rotineira e moléstia em largos momentos de doutrinamento indesejado, retrospectivas insistentes, certezas improváveis, transporte até à atmosfera arquitectada minuciosamente na minha selecção instintiva de requisições/rejeições mentais, a morosidade na concretização de desígnios imaginários. E o dia só tem 24 horas, uma provação violenta, multiplicada 30 dias ao mês. Bem-aventurados os equilibrados que são tão fustigados. Use the rain to feel so much!
I’ll never understand this emptiness
I’ll never really try and understand, I guess
I’ll never understand this emptiness
I’ll never really try and understand,
Try and understand, I guess
Sit around, dream away the place I’m from
Used to feel so much, now I just feel dumb
I’ll never understand this emptiness
I’ll never really try and understand, I guess
I’ll never understand this emptiness
I’ll never really try and understand,
Try and understand, I guess
Sit around, dream away the place I’m from
Used to feel so much, now I just feel dumb
Could go out tonight, but I ain’t sure what for
Call a friend or two I don’t know anymore
Sit and listen to the rain
Sit and listen to the rain
Call a friend or two I don’t know anymore
Sit and listen to the rain
Sit and listen to the rain
domingo, 26 de setembro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
It's war
The more you ignore me
The closer I get
You're wasting your time
I bear more grudges
Than lonely high court judges
When you sleep
I will creep into your thoughts
Like a bad debt that you can't pay
Take the easy way
And give in
Yeah, and let me in
Oh, let me in
It's war
It's war
It's war...
Morrissey, The More You Ignore Me, The Closer I Get
The closer I get
You're wasting your time
I bear more grudges
Than lonely high court judges
When you sleep
I will creep into your thoughts
Like a bad debt that you can't pay
Take the easy way
And give in
Yeah, and let me in
Oh, let me in
It's war
It's war
It's war...
Morrissey, The More You Ignore Me, The Closer I Get
terça-feira, 7 de setembro de 2010
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Entre Aspas - O PERFUME
Queria agarrá-lo,
metê-lo no meu frasco,
fechá-lo bem p'ra não fugir... P'ra não fugir... p'ra não fugir...P'ra não fugir... p'ra não fugir...
Howard Roark Defense
Thousands of years ago the first man discovered how to make fire. He was probably burned at the stake he had taught his brothers to light, but he left them a gift they had not conceived of, and he lifted darkness off the earth. Through out the centuries there were men who took first steps down new roads, armed with nothing but their own vision. The great creators, the thinkers, the artists, the scientists, the inventors, stood alone against the men of their time. Every new thought was opposed. Every new invention was denounced. But the men of unborrowed vision went ahead. They fought, they suffered, and they paid - but they won.
No creator was prompted by a desire to please his brothers. His brothers hated the gift he offered. His truth was his only motive. His work was his only goal. His work, not those who used it, his creation, not the benefits others derived from it. The creation which gave form to his truth. He held his truth above all things, and against all men. He went ahead whether others agreed with him or not. With his integrity as his only banner. He served nothing, and no one. He lived for himself. And only by living for himself was he able to achieve the things which are the glory of mankind. Such is the nature of achievement.
Man cannot survive except through his mind. He comes on earth unarmed. His brain is his only weapon. But the mind is an attribute of the individual, there is no such thing as a collective brain. The man who thinks must think and act on his own. The reasoning mind cannot work under any form of compulsion. It cannot not be subordinated to the needs, opinions, or wishes of others. It is not an object of sacrifice.
The creator stands on his own judgment. The parasite follows the opinions of others. The creator thinks, the parasite copies. The creator produces, the parasite loots. The creator's concern is the conquest of nature - the parasite's concern is the conquest of men. The creator requires independence, he neither serves nor rules. He deals with men by free exchange and voluntary choice. The parasite seeks power, he wants to bind all men together in common action and common slavery. He claims that man is only a tool for the use of others. That he must think as they think, act as they act, and live is selfless, joyless servitude to any need but his own. Look at history. Everything thing we have, every great achievement has come from the independent work of some independent mind. Every horror and destruction came from attempts to force men into a herd of brainless, soulless robots. Without personal rights, without personal ambition, without will, hope, or dignity. It is an ancient conflict. It has another name: the individual against the collective.
Our country, the noblest country in the history of men, was based on the principle of individualism. The principle of man's inalienable rights. It was a country where a man was free to seek his own happiness, to gain and produce, not to give up and renounce. To prosper, not to starve. To achieve, not to plunder. To hold as his highest possession a sense of his personal value. And as his highest virtue, his self respect. Look at the results. That is what the collectivists are now asking you to destroy, as much of the earth has been destroyed.
I am an architect. I know what is to come by the principle on which it is built. We are approaching a world in which I cannot permit myself to live. My ideas are my property. They were taken from me by force, by breach of contract. No appeal was left to me. It was believed that my work belonged to others, to do with as they pleased. They had a claim upon me without my consent. That is was my duty to serve them without choice or reward. Now you know why I dynamited Cortlandt. I designed Cortlandt, I made it possible, I destroyed it. I agreed to design it for the purpose of seeing it built as I wished. That was the price I set for my work. I was not paid. My building was disfigured at the whim of others who took all the benefits of my work and gave me nothing in return.
I came here to say that I do not recognize anyone's right to one minute of my life. Nor to any part of my energy, nor to any achievement of mine. No matter who makes the claim. It had to be said. The world is perishing from an orgy of self-sacrificing. I came here to be heard. In the name of every man of independence still left in the world. I wanted to state my terms. I do not care to work or live on any others. My terms are a man's right to exist for his own sake.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
A complexa arte de ser altruísta activo
Nestes últimos dias, tem desfilado, parece-me que com intensa regularidade, a moda da contestação organizada. Aquelas manifestações frente a embaixadas, praças centrais nas grandes cidades, avenidas, numa infinidade de espaços que se abrem a todos aqueles que entendem dever marcar presença nesses eventos. Não me cabe a mim julgar sensibilidades sociais e humanitárias que eu cá categorizo como sendo noções insondáveis que favorecem muita vaidade e presunção de alguns integrantes dos tais eventos.
Prefiro não revelar publicamente a interpretação que faço de certos arranjos de exibicionismo altruísta e de práticas de contestação que marcam a daily rotine de pessoas que conheço, e prefiro não alargar aqui os meus juízos porque não gosto que me julguem por não serem descritíveis os instintos mais apurados e pessoais que vamos criando face à realidade que vamos suportando (tal como visão 3D que detecta superficialidade, hipocrisia, idealismo de ocasião…). Nem é estranho fazer-se da contestação um modo de vida; uma pessoa acostuma-se, cria laços de amizade, cria hábitos, cria dependências e, acima de tudo, constrói uma imagem e consegue influência. Pode assemelhar-se, por exemplo à regularidade das reuniões de tappawares que preenchiam muito tempo de senhoras ocupadas ou às jantaradas entre caçadores, ou às congregações em torno das paróquias.
O mais mediatizado evento do género, recentemente tem sido a Manifestações em 100 cidades contra as lapidações no Irão . Ainda estou a tentar livrar-me do sentimento de culpa por não ter estado presente pois assim não contribui de forma alguma para impedir a condenação de uma mulher por crime de adultério. A integridade inquestionável que se destaca nos que organizaram e participaram é de tal forma distinta que nem pretendo lançar nenhum ataque assim muito directo para não me sentir de consciência pesada ou do lado do mal. Já me basta uma certa sensação de estar a pactuar (fruto do maniqueísmo que entorpece e embrutece todo o pensamento e acção) com a mentalidade jurídica iraniana e com aquela teocracia escravizante e abominável (não estou a ser irónica, agora expresso mesmo repulsa!).
Neste momento prefiro tentar descortinar a posição de muitos eurofóbicos ateístas que abominam as raízes judaico-cristãs mas que são sensíveis à intolerância religiosa face ao Islão mais teocrático e compadecem-se com todos os seus caprichos em estado puríssimo. Porém, têm de engolir em seco quando confrontados com a praxis dessas mesmas sociedades (que não podem jamais ser apelidadas de retrógradas, claro, são velocidades diferentes de evolução em conjunturas particulares). É uma ginástica incrível que alguns activistas têm de fazer para se livrarem da mancha de sujidade que segue o Islão tão protegido; uma ginástica assim parecida à que um português faz quando diz que é socialista mas não é apoiante deste líder, não querendo enfrentar e suportar o peso da fama socrática, no fundo a praxis que não querem ver (pequeno aparte descontextualizado e sacana, completamente estúpido, adiante). Não digam que estou de má vontade porque se há pessoa que não pensa duas vezes antes de condenar grande parte das práticas abusivas que Islamismo promove, essa pessoa sou eu. Entristece-me eu não estar errada quando, quase sem dúvida, desconfio de qualquer repercussão eficaz destas boas intenções apregoadas nestas ruas ocidentais contra os assuntos internos do Irão.
Eu sei que nestes momentos, o que menos devia importar seriam dependências partidárias ou ideológicas mas é precisamente por esses acontecimentos estarem minados delas que se revela o desinteresse de pessoas como eu que assistem a tudo no verdadeiro palco que lhes interessa a eles, a blogosfera. Foi na blogosfera que se evidenciaram as motivações dos empreendedores da manifestação (refiro-me ao caso português, claro está) porque pouco ou nada se falou da mulher em concreto ou de detalhes jurídicos em questão. Como os pormenores legais e os contextos culturais, nacionais, blá blá blá, vão interessando pouco nos tempos que correm, também a adesão às causas é regida pela sede consumista acelerada que ignora os pormenores; é nos pormenores que geralmente reside a diferença. Outro evento que se avizinha nestes moldes é uma Concentração, contra as expulsões de ciganos em França, junto à Embaixada de França, no próximo dia 4 de Setembro. Os entusiastas somarão pontos à medida que ignoram normas internas do Estado Francês e por cada frase mesclada com as seguintes expressões: multiculturalismo, livre circulação, ilegalidade, compaixão, igualdade, protecção e imunidade. No final as pontuações serão multiplicadas em função do nº de ciganos romenos que os manifestantes se proponham a acolher nas suas próprias casas.
Prefiro não revelar publicamente a interpretação que faço de certos arranjos de exibicionismo altruísta e de práticas de contestação que marcam a daily rotine de pessoas que conheço, e prefiro não alargar aqui os meus juízos porque não gosto que me julguem por não serem descritíveis os instintos mais apurados e pessoais que vamos criando face à realidade que vamos suportando (tal como visão 3D que detecta superficialidade, hipocrisia, idealismo de ocasião…). Nem é estranho fazer-se da contestação um modo de vida; uma pessoa acostuma-se, cria laços de amizade, cria hábitos, cria dependências e, acima de tudo, constrói uma imagem e consegue influência. Pode assemelhar-se, por exemplo à regularidade das reuniões de tappawares que preenchiam muito tempo de senhoras ocupadas ou às jantaradas entre caçadores, ou às congregações em torno das paróquias.
O mais mediatizado evento do género, recentemente tem sido a Manifestações em 100 cidades contra as lapidações no Irão . Ainda estou a tentar livrar-me do sentimento de culpa por não ter estado presente pois assim não contribui de forma alguma para impedir a condenação de uma mulher por crime de adultério. A integridade inquestionável que se destaca nos que organizaram e participaram é de tal forma distinta que nem pretendo lançar nenhum ataque assim muito directo para não me sentir de consciência pesada ou do lado do mal. Já me basta uma certa sensação de estar a pactuar (fruto do maniqueísmo que entorpece e embrutece todo o pensamento e acção) com a mentalidade jurídica iraniana e com aquela teocracia escravizante e abominável (não estou a ser irónica, agora expresso mesmo repulsa!).
Neste momento prefiro tentar descortinar a posição de muitos eurofóbicos ateístas que abominam as raízes judaico-cristãs mas que são sensíveis à intolerância religiosa face ao Islão mais teocrático e compadecem-se com todos os seus caprichos em estado puríssimo. Porém, têm de engolir em seco quando confrontados com a praxis dessas mesmas sociedades (que não podem jamais ser apelidadas de retrógradas, claro, são velocidades diferentes de evolução em conjunturas particulares). É uma ginástica incrível que alguns activistas têm de fazer para se livrarem da mancha de sujidade que segue o Islão tão protegido; uma ginástica assim parecida à que um português faz quando diz que é socialista mas não é apoiante deste líder, não querendo enfrentar e suportar o peso da fama socrática, no fundo a praxis que não querem ver (pequeno aparte descontextualizado e sacana, completamente estúpido, adiante). Não digam que estou de má vontade porque se há pessoa que não pensa duas vezes antes de condenar grande parte das práticas abusivas que Islamismo promove, essa pessoa sou eu. Entristece-me eu não estar errada quando, quase sem dúvida, desconfio de qualquer repercussão eficaz destas boas intenções apregoadas nestas ruas ocidentais contra os assuntos internos do Irão.
Eu sei que nestes momentos, o que menos devia importar seriam dependências partidárias ou ideológicas mas é precisamente por esses acontecimentos estarem minados delas que se revela o desinteresse de pessoas como eu que assistem a tudo no verdadeiro palco que lhes interessa a eles, a blogosfera. Foi na blogosfera que se evidenciaram as motivações dos empreendedores da manifestação (refiro-me ao caso português, claro está) porque pouco ou nada se falou da mulher em concreto ou de detalhes jurídicos em questão. Como os pormenores legais e os contextos culturais, nacionais, blá blá blá, vão interessando pouco nos tempos que correm, também a adesão às causas é regida pela sede consumista acelerada que ignora os pormenores; é nos pormenores que geralmente reside a diferença. Outro evento que se avizinha nestes moldes é uma Concentração, contra as expulsões de ciganos em França, junto à Embaixada de França, no próximo dia 4 de Setembro. Os entusiastas somarão pontos à medida que ignoram normas internas do Estado Francês e por cada frase mesclada com as seguintes expressões: multiculturalismo, livre circulação, ilegalidade, compaixão, igualdade, protecção e imunidade. No final as pontuações serão multiplicadas em função do nº de ciganos romenos que os manifestantes se proponham a acolher nas suas próprias casas.
(- E a propósito:
1. Quem está a ser expluso de França não o está a ser por ser cigano: está a sê-lo porque se encontra em situação ilegal independentemente da etnia a que pertence.
2. A Roménia e a Bulgária ainda não são membros de pleno direito da União Europeia e por isso o tratado de Schengen não se aplica.
3. Qualquer cidadão Europeu pode ser expulso de qualquer outro país Europeu se não cumprir uma série de requisitos mínimos impostos por cada país. (via 31 da sarrafada) )
À parte destes frames que vão passando na ordem do dia, regozijando uns e desiludindo outros, prefiro deter-me a pensar numa frase de Ayn Rand (frequente e fanaticamente citada por mim):
There are two moral questions which altruism lumps together into one 'package-deal': (1) What are values? (2) Who should be the beneficiary of values? Altruism substitutes the second for the first; it evades the task of defining a code of moral values, thus leaving man, in fact, without moral guidance."
2. A Roménia e a Bulgária ainda não são membros de pleno direito da União Europeia e por isso o tratado de Schengen não se aplica.
3. Qualquer cidadão Europeu pode ser expulso de qualquer outro país Europeu se não cumprir uma série de requisitos mínimos impostos por cada país. (via 31 da sarrafada) )
À parte destes frames que vão passando na ordem do dia, regozijando uns e desiludindo outros, prefiro deter-me a pensar numa frase de Ayn Rand (frequente e fanaticamente citada por mim):
There are two moral questions which altruism lumps together into one 'package-deal': (1) What are values? (2) Who should be the beneficiary of values? Altruism substitutes the second for the first; it evades the task of defining a code of moral values, thus leaving man, in fact, without moral guidance."
sábado, 28 de agosto de 2010
But please tell me who I am, who I am

When I was young
It seemed that life was so wonderful
A miracle, oh it was beautiful, magical
And all the birds in the trees
Well they'd be singing so happily
Oh joyfully, oh playfully watching me
But then they sent me away
To teach me how to be sensible
Logical, oh responsible, practical
And they showed me a world
Where I could be so dependable
Oh clinical, oh intellectual, cynical
There are times when all the world's asleep
The questions run too deep
For such a simple man
Won't you please, please tell me what we've learned
I know it sounds absurd
But please tell me who I am
Now watch what you say
Or they'll be calling you a radical
A liberal, oh fanatical, criminal
Oh won't you sign up your name
We'd like to feel you're
Acceptable, respectable, oh presentable, a vegetable
The Logical Song, Supertramp
Subscrever:
Mensagens (Atom)


